soMetimes@meTropolis
e de rompante,
numa nuvem de cigarro,
vejo formas de gente,
tossido de catarro,
seguido de um escarro,
a noite segue em frente,
numa bebedeira inerente
a cada saída sem carro,
sinto o tremor mas não tremo,
respiro ofegante
do efeito desta droga que alucina,
de beber e cantar como uma buzina,
ai, loucura nocturna,
num bar, numa cisterna de cerveja,
numa pista de dança
onde se aparentemente dança,
mas só se cansa para beber mais um pouco,
e que pouco,
pouco que enche a pança,
fumo mais um pouco,
e soltamos a criança,
rimos e despregamos as
máscaras destes dias conservadores,
escondidos numa espécie de sociedade,
soltamos mais um tossido,
a música toca alto,
ouço estalos dentro do ouvido,
peço mais uma cerveja que é bar aberto,
e eu hoje estou tão desperto,
que podia estar sóbrio de verdade,
e tudo isto me ia parecer podre,
mas estou ébrio,
que pequena felicidade…
