salVation

•Novembro 29, 2009 • Deixe um Comentário

No fundo do teu olhar vi a salvação,
a luz da felicidade eterna,
no meio do pecado que é amar-te,
como me sinto feliz ao teu lado,
sentado, deitado, de pé, olhando para ti,
partilhando as horas que passam,
mesmo que seja imóvel,
parado, a olhar somente para ti,
sou feliz,
porque no teu olhar
vejo a luz da felicidade eterna,
no teu sorriso a ponte para o paraiso,

Como me fazes sentir superior quando estou ao teu lado,
fazes-me sentir o rei do mundo,
como se tudo o que me rodeia fosse mero adorno,
consigo abstrair-me de tudo o que me rodeia,
pegar no significado das coisas,
moldá-los à minha existência,
soltas em mim forças que julgava impossiveis,
consigo transformar o nascer-do-sol
que se ergue sob nossos pés,
no poema que agora escrevo para ti,

contigo ao meu lado
o mundo não me parece mais do que uma pintura,
feita pelo movimento das tuas mãos,
como se magia fizesses ao contorcer
cada músculo do teu corpo,
dás a tua matemática
à matriz que compõe as cores que vejo,
num momento vejo o preto e o branco,
a melancolia da vida,
noutro os tons sépia da saudade,
e por fim sorris
e as cores surgem do fundo do universo,
soltas, livres, loucas,
como se possuidas por uma força superior que és tu,

porque julgas que tento fazer-te sorrir?
apenas porque sou egoista e quero ver o mundo
com as cores que só tu sabes imaginar,
porque a tua imaginação é o meu universo,
e como sou feliz quando lá estou,
e salto de montanha para montanha de um só salto,
com um bater de asas,
como me sinto ave, como me sinto livre,
porque dentro de ti as coisas só acontecem
porque tu queres que elas aconteçam,
sem uma lógica aparente,
como se fosses louca, e no meio dessa loucura
fosses a única pessoa sã à face da terra,

Como me transmites tanta força,
e no entanto te sinto tão frágil,
como tenho medo de te segurar,
de te magoar, de não te fazer sorrir,
porque o teu sorriso é mais importante
que o sol que nasce,
porque és uma estrela independente,
tens todo um universo que gira em torno de ti,
como tenho medo de te soprar
e te fazer voar para longe,
como uma folha que cai de uma àrvore
e é transportada para longe pelo vento que passa

queria segurar-te nas minhas mãos
mas não as fechar, deixar-te voar borboleta
para as mais belas flores do mundo,
e no entanto saber que ias voltar,
queria ser flor de lótus
e que em mim quisesses pousar eternamente,
queria que me levasses nessas asas de borboleta
pelo mundo inteiro,
partilhar contigo a vida,
queria ter a chave desse teu universo,
entrar nesse labirinto sem saida.

- eXplosion -

•Novembro 25, 2009 • Deixe um Comentário

E uma explosão de cor,
no meio da escuridão,
acordou-me para o mundo,
para a vida,
as cores primarias misturadas de todas as formas,
dando cor à tua pele,
aos teus olhos, aos teus lábios,
a forma do teu corpo,
como que desenhada pela mão de um mestre,
dando profundidade, brilho, relevo,
a mais bela obra de arte feita pelo homem,

a loucura dos sons abraçou-me,
falaste, com um tom de voz
irreproduzível, unico,
que nenhum músico alguma vez
se atreveu pensar existir,
e disseste palavras que nunca tinha ouvido,
de uma forma que não sabia existir,
fiquei adormecido e acordado,
hipnotizado, talvez não,
apaixonado, enamorado,
pelo que dizias,

Trouxeste cores a um mundo
em tons de cinza,
trouxeste-me alegria,
não podes ser real,
quando te deslocas
penso que os teus pés não tocam no chão,
voas, deslizas pelo espaço imenso,
fazes os dias que passo contigo
parecerem segundos,
fazes-me sentir tudo de todas as formas,
da alegria por seres minha,
à amargura de não poder estar sempre contigo.

sTatues

•Novembro 23, 2009 • 1 Comentário

Saudades de te ver,
Vontade de te abraçar, roubar,
e voar para bem longe,
Um querer imenso de estar contigo
a todas as horas a todos os minutos,
sonhar e sorrir contigo,
passear ao luar,
na avenida da eternidade,
olhando e contando as infintas estrelas,
aquecendo-te na húmida noite,
sentados num banco, conversando,
ficamos estatuas,
juntos, ninguem nos pode separar agora,
as crianças brincam à nossa frente,
os passaros pousam-nos nas mãos,
os transeuntes tiram fotografias,
mesmo de pedra nunca arrefecemos,
o nosso amor aquece-nos,
a nós e ao mundo que nos rodeia,
porque o amor que sentimos um pelo o outro
é tão grande que não existe nenhuma definição,
tanto física como matemática,
que contemple esta função exponencialmente
tendente rumo ao infinito, pela eternidade,
o infinito do tempo,

Saudades de te ter,
linda, nos meus braços a dormir,
com aquele sorriso de anjo
que só tu consegues fazer,
sonhando e cogitando coisas que não contas a ninguém,
coisas só tuas, e ao mesmo tempo,
julgo pensá-las contigo,
os nossos corações batem juntos,
sincronizadamente,
livres e no entanto tão ligados
que se alguma vez os separamos
não sei se eles vão aguentar,
sou feliz porque te tenho
infeliz porque não te tenho a todos os momentos
destes longos e monotonos dias,
só tu me trzes a alegria de viver.
amo-te Anjo
tu sabes, mas amo-te tanto
como nunca podeste imaginar,
não existem palavras nem poetas
que descrevam o que sinto,
amor, so uma palavra com um
significado tão grande. quero-te junto a mim
para viajarmos pela efemeridade da vida,
a eternidade do pensamento.

cAnto dE maR(e)

•Novembro 19, 2009 • Deixe um Comentário

Que caminhos segues?
Que escolhas fazes?
Que palavras te fazem sorrir?
Que razões te podem trazer para ao pé de mim?
Quais são as perguntas certas,
as palavras, as frases certas,
para que compreendas que o que sinto
é mais do que o que eu alguma vez tinha sentido?
porque mesmo longe sinto a tua presença,
porque mesmo calada ouço a tua voz,
por entre o espaço contínuo estou junto a ti,
sem que te apercebas,
porque tenho a tua face memorizada
ao mais ínfimo pormenor,
o brilho dos teus olhos, a cor dos teus lábios,
o toque do teu cabelo,
como se fosses uma sereia
e eu, um pobre marinheiro
que se deixou encantar pela tua inocência,
como me hipnotizaste da primeira vez que te vi,
como me deixaste preso àquele momento,
como me afoguei nas minhas palavras
tal como desejaria morrer afogado
enquanto me levavas ao teu mundo encantado
no fundo do teu mar, à tua natureza,
mas deixaste-me no meu barco, só,
com frio, com medo de não te ver novamente,
vem e leva-me,
mostra-me o teu mundo, leva-me ao fundo do mar,
hipnotiza-me cada vez mais,
faz com que eu te confunda com a minha própria vida,
entranha-te no meu sangue,
faz o meu coração bater,
sê o meu vírus e mata-me,
sê a minha cura e salva-me,
agarra em mim e destrói-me,
pega nos meus pedaços e reconstrói-me à tua imagem,
faz com que entre nós não haja amor,
mas algo mais forte, algo mais além,
porque estar contigo é estar como alucinado,
num mundo paralelo, e ao mesmo tempo,
compartilhá-lo com os míseros mortais
que nos rodeiam e não conseguem sentir aquilo que eu sinto junto a ti
faz com que o teu canto faça vibrar o mundo,
faça vibrar cada pedaço do meu corpo,
e me arrepie, me faça sentir cada vez mais vivo,
mais e mais, a cada momento que passo contigo,
faz com que o teu canto seja o meu fado,
dá-me uma canção, e eu
dar-te-ei o amor eterno.

flYing… sTaying…

•Novembro 11, 2009 • Deixe um Comentário

Rasaste as àguas,
agitaste o mar tranquilo,
onde me encontrava,
fizeste ondulação,
viraste o barco
em que navegava,
acordaste-me do sonho,
em que pensava,
fizeste-me ver o azul imenso,
o horizonte,
onde o mar se funde com o céu,
em perfeita harmonia,
subi para o barco
e vi-te voar,
livre, selvagem,
tive vontade de te agarrar,
se descesses um pouco mais baixo,
talvez podesses vir
com as tuas penas me acariciar o rosto,
fazer-me arrepiar,

navego sem rumo,
larguei as velas e parti para a terra de ninguém,
apareceste sem pedir licença,
e agora não te deixas apanhar,
vieste com o vento,
não deixes o vento te levar,
pousa na proa do meu barco
deixa-te ficar,
estende as tuas asas em torno de mim,
aquece-me,
faz-me companhia nesta imensa viagem
que é a vida,
onde o estibordo e o bombordo
são para onde se quiser,
onde tu, e eu, fazemos as nossas escolhas,
vem agitar o meu mar mais uma vez,
vem-me acordar de manhã,
fazer-me sorrir

diz-me que desse olhar inocente
pode nascer o mais forte dos sentimentos
e eu largo o barco,
contruo as minhas asas e vôo contigo,
não existe o para sempre,
existe o presente,
e neste presente te digo que quero voar,
tenho forças para me largar,
não sou um principe, nem um rei,
não anseio a perfeição,
porque acredito que a perfeição se encontra
nas pequenas imperfeições da vida
anseio apenas o teu olhar para voar contigo.
vieste com o vento,
não deixes o vento te levar,
pousa na proa do meu barco,
deixa-te ficar.

rUn

•Novembro 10, 2009 • Deixe um Comentário

Corres, sem parar,
por entre uma infinita seara de trigo,
e a cada passo que dás
a seara separa-se para te deixar passar,
e passas sem deixar uma única marca,
mas sem deixar ninguém indiferente,
corres como que voando,
o reflexo dourado em tua face
torna-te ainda mais celestial,
a tua camisola voando ao sabor do vento
parece as asas do anjo que és,
e eu fico parado, no sitio onde não me encontro
no meio dos meus pensamentos
a ver-te passar,
caminhando para onde eu nunca te vou acompanhar,
e vejo-te sorrir, um sorriso que eu não criei,
nem na minha imaginação nem nos meus pensamentos,
porque é perfeito, porque é inimaginável,
como queria ter as forças para te acompanhar
nessa tua veloz e furiosa corrida pela vida,
no meio das espigas de trigo
que se bamboleam ao sabor de um vento obscuro,
como eu queria que me acolhesses em teus braços
e me fizesses voar contigo

quem me dera encontrar-me nessa falésia onde estás,
com a mesma vontade que tu,
de mãos dadas contigo,
olhando para o vazio lá em baixo,
onde as ondas arrebatam a terra, e a espuma branca
anseia por alcançar-nos,
ja vejo as nuvens a juntarem-se para assistirem ao nosso fim,
pobres incredulas,
nao acreditam que a perdição do salto
é a própria criação da vida,
porque ao sermos consumidos pelo mar alucinante
que se revolta sob os nossos pés
renascemos unos,
num novo mundo, numa nova vida,
onde deixas de correr à minha frente,
e te sentas ao meu lado,
contemplando o mundo,
a seara infinita que se estende à nossa frente,
uma infinidade de caminhos a seguir,
um mundo inteiro a construir,
um mundo nosso.

I doN’t… i dO

•Novembro 9, 2009 • 1 Comentário

De braços abertos
absorvo os primeiros raios do sol da manha,
inspiro,
como se fosse a primeira das manhãs,
a primeira de todas as primeiras,
como se o sol e o mundo e tudo
começassem de novo,
perco-me na ilusão contínua de que a vida continua,
fico de braços abertos na esperança de te abraçar,
de te dar todo o apoio que necessitas,
mas de todo não me quero sentir estorvo,
quero sentir o teu abraço
como agora sinto o ar deste dia que começa,
quero abrir os olhos e olhar os teus olhos
como primeiro raio de sol,
e saber aquilo que pensas,
quero conhecer-te,
não amar-te, porque amar destroi,
quero ser umas das flores que te ampara,
não a flor que te alimenta,
não te quero prender,
quero antes ser trampolim,
onde saltas e balanças e te divertes,
quero fazer-te sorrir,
e não ser o motivo desse sorriso,
como não te quero fazer chorar nunca,
corrijo-te então,
o meu barco vagueia na deriva da vida,
na imensidão deste balanço,
nas aleatórias ondas de uma tempestade,
quero ser uma mera estrela,
no céu da tua vida, mas saber que quando
olhas para cima te vais lembrar de mim,
não te conheço borboleta,
porque és de uma especie desconhecida,
como eu o sou para ti,
e voas para longe,
e no entanto longe sei que voo ao pe de ti,
porque sei que posso contar contigo,
tal como tu podes contar comigo,
não te amo porque o amor consome,
sei apenas que quando
num qualquer sitio, num qualquer lugar,
fechar os olhos me vou lembrar
do teu olhar,
porque mesmo não te amando
marcas a minha vida a cada dia que passa,
mesmo não te conhecendo sinto
que não passei um unico dia longe de ti,
como se tivessemos nascido no mesmo dia,
no mesmo local.

vaniShing

•Outubro 27, 2009 • Deixe um Comentário

Rompeste pela noite dentro
estrela cadente, prenuncio do fim,
despertaste o silencio que me rodeava,
as trevas enfim,
noite escura, morte,
explosões nos meus ouvidos,
vejo-te de boca calada,
mas não sou capaz de pensar,
porque é a tua voz que ouço
ou me sinto a alucinar,
vejo tudo a andar à roda,
não consigo parar,
onde ainda agora estavas,
agora nada está,
tinha-te em meus braços,
ajuda-me a acordar,

Estrela cadente, prenuncio de morte,
tão bela que me pareces,
tao bela a minha sorte,
vejo os teus olhos, sinto a tua boca
vejo te passar, como passar se ve a morte,
sinto a minha vida mudar, sinto-a louca,
sinto que não tenho ar,
quero-te de volta,
e tão depressa que te vais,
que tao cedo te sinto morta
sinto os teus labios frios,
de já não os sentir,
volta depressa para a minha orbita,
volta depressa a cair
vi-te agora e agora somes,
volta depressa,
não voltes a partir.

defiNing magIc

•Outubro 27, 2009 • 1 Comentário

sinto na minha pele
o arrepio de algo,
produto da minha imaginação profunda,
do toque da tua pele
na minha, sentir o calor,
perder-me, num extâse final,
sem te beijar,
ou te olhar,
sinto-me a ir ao profundo
de mim e vibrar,
sinto-me um pássaro
que paira sem sentido,
num vôo imenso,
que traduz toda a harmonia
de uma prosa poética
sobre nada…
apenas e tão só
o toque da tua pele…
de um olhar vazio,
ou vago,
agora jaz como lembrança,
e que lembrança…
de loucura amena…
de quem não se pode enlouquecer,
de um fervilhar de calor,
de que não pode aquecer,
perco-me,
nesta loucura de me
querer transportar para longe,
para perto de ti,
pois sei onde estás,
e perco-me,
louco por uma paixão…
quero viajar…
como um pássaro,
erguer as asas… voar alto,
para junto de ti,
para um céu, um paraiso
onde habitas,
numa terra imperfeita e impura,
que não o é,
pois tua alma purifica e purga
um deserto de emoções humanas…
deixa-me só mais um pouco,
tocar-te e ser humano…
transporta-me mais uma vez,
ao profundo da minha alma…

faZ nAscer Em mIm o diA

•Setembro 6, 2009 • 1 Comentário

esperando um gesto teu,
uma luz,
que ilumine a penumbra que me assola,
tenho uma corrente
à volta de mim,
não consigo sorrir,
nem chorar,
fico apenas a olhar,
alheado do mundo que me rodeia,
dos sentimentos, de tudo,
fico preso nas minhas memórias,
com vontade de ir em frente, viver,
mas tenho medo que estas recordações
que me fazem viver
desapareçam,
e eu fique perdido para sempre,
onde andas luz,
onde andas anjo,
desespero por te encontrar,
espero que venhas para mim,
o que tenho para te por nas mãos é pouco,
mas dou-te o meu coração,
a minha devoção eterna,
a minha paixão, o meu calor,
a minha vida,
porque és tudo para mim,
as palavras que escrevo,
o ar que respiro,
o sangue que flui em mim e me permite viver
não prometo lugares distantes,
prometo um mundo só nosso,
não prometo o amanhã,
prometo o eternamente,
porque me deixaste acreditar em mim,
sabias que o que está cá dentro é mais forte,
já te o tinha mostrado,
muito mais que uma vez,
porque me deixaste viver enganado,
para me mostrares a verdade de uma forma tão cruel,
a culpa foi minha,
fui eu que fui fraco,
fui eu que não acreditei,
sou eu que passo as noites acordado
a pensar no ontem e como vou viver amanhã,
mais um dia sem ti,
sem saber por que caminhos te guias,
sem ouvir o doce som da tua voz,
a tua acutilante ironia,
serei assim tão imperfeito?
terei errado assim tanto?
em mim será sempre noite,
tu és o meu sol,
faz nascer em mim o dia.